Em meio ao protagonismo dos biocombustíveis, lideranças fortalecem ações em prol do setor durante evento em SP

11 de May de 2026

Em meio ao protagonismo dos biocombustíveis, lideranças fortalecem ações em prol do setor durante evento em SP

O avanço da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel voltou ao centro da agenda do governo e do setor energético brasileiro. A possível elevação do percentual dos atuais 15% para 16% (B16) ocorre em meio a preocupações com a segurança energética, a volatilidade do petróleo e a dependência do país de diesel importado. É nesse contexto que acontece, nos dias 13 e 14 de maio, em São Paulo, o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene – Tecnologia e Inovação, promovido pela Ubrabio – União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene.

O encontro reúne empresários, especialistas e representantes do poder público em um momento considerado decisivo para os rumos dos biocombustíveis no Brasil. Realizado no Distrito Anhembi, dentro da programação da Fenagra (Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food), o evento deve concentrar discussões sobre avanço da mistura, inovação tecnológica, investimentos e eficiência energética, além de servir como espaço de articulação entre indústria e governo.

A participação da Binatural, uma das dez maiores produtoras de biodiesel do país e a única entre elas especializada exclusivamente no biocombustível, acontece nesse contexto de retomada do debate sobre o avanço da mistura.

Para a companhia, o tema vai além da agenda ambiental e se posiciona como uma decisão estratégica para o país. “O biodiesel é uma solução imediata, disponível e competitiva para o Brasil. O avanço da mistura representa ganho direto em segurança energética, previsibilidade de abastecimento e fortalecimento de toda cadeia produtiva nacional. A cada 1% de aumento na mistura, o Brasil deixa de importar cerca de 800 milhões de litros de diesel fóssil”, afirma André Lavor, CEO e cofundador da Binatural.

Com capacidade instalada de 600 milhões de litros por ano, a atuação da empresa impacta diretamente mais de 25 mil agricultores familiares, integrados à cadeia produtiva do biodiesel por meio de cooperativas e associações. “Temos defendido que o país reúne condições estruturais para avançar na mistura, com impactos positivos que vão da redução de emissões à geração de emprego e renda no campo”, diz Lavor.

O Fórum também se insere em um momento de maior atenção ao tema, impulsionado por recentes declarações do governo sobre a possibilidade de aumento da mistura de biocombustíveis e por análises de mercado que apontam o biodiesel como alternativa relevante diante de eventuais restrições de oferta global de diesel fóssil.

Nesse cenário, a Ubrabio reforça o papel do encontro como espaço qualificado para o debate técnico e estratégico do setor: “O momento exige decisões que reforcem a segurança energética e a competitividade do Brasil. O avanço para o B16 está alinhado à capacidade instalada do setor e à necessidade de reduzir a dependência de diesel importado. O Fórum da Ubrabio cumpre um papel central ao reunir os principais atores para discutir, com base técnica e visão de futuro, o Mapa do Caminho, a evolução tecnológica e as oportunidades do mercado internacional. É nesse ambiente que se constroem as decisões que dão previsibilidade, fortalecem a indústria nacional e posicionam o país como protagonista na transição energética”, diz Donizete Tokarski, diretor-superintendente da Ubrabio.

Além de discutir os rumos regulatórios, o evento deve destacar o papel do biodiesel na transição energética brasileira, especialmente por sua capacidade de implementação imediata, sem necessidade de adaptação da infraestrutura existente.

O biodiesel produzido pela Binatural apresenta uma das menores pegadas de carbono do país, com índice de eficiência energético-ambiental entre os mais altos do setor, reforçando a viabilidade técnica do avanço da mistura. A presença da companhia no Fórum reforça o posicionamento da empresa como agente ativo nesse debate e evidencia a maturidade e a capacidade instalada do setor para sustentar o avanço da mistura em um momento decisivo para a política energética nacional.

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