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• 22 de September de 2026

Experiências com B100 mostram como biodiesel pode ganhar mais espaço na matriz energética brasileira

O biodiesel puro (B100) começa a ampliar sua presença em aplicações que vão além da mistura obrigatória ao diesel, especialmente em operações rodoviárias e na geração de energia. Esse movimento mostra, na prática, que o biocombustível já disponível no mercado brasileiro pode ocupar novos espaços em atividades hoje fortemente dependentes de fontes fósseis.

A experiência da Binatural ajuda a demonstrar essa possibilidade. A empresa vem ampliando o uso do B100 em operações com frota própria, transportadoras parceiras e clientes. Entre as iniciativas estão a Rota 100% Sustentável, com um caminhão DAF XF 530 abastecido exclusivamente com biodiesel, e o acompanhamento de um Volvo FH500 flex em uma rota entre Paraná, Goiás e São Paulo. Consideradas em conjunto, as operações têm estimativa de evitar mais de 1.600 toneladas de CO₂ em três anos.

A redução das emissões está diretamente relacionada ao processo produtivo da Binatural. O biodiesel produzido pela empresa apresenta intensidade de carbono baixíssima (5,25 gCO₂eq/MJ), e a companhia possui Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) de 81,25 no RenovaBio — uma das mais altas entre as usinas de biocombustíveis no Brasil.

Outro caminhão abastecido com B100 percorreu cerca de 2 mil quilômetros entre Formosa (GO) e Belém (PA), durante a COP30, e continuou operando em Goiás após a viagem. A experiência nas estradas se soma ao uso do biodiesel em geradores instalados nas duas unidades da companhia, ampliando a demonstração prática de que o biocombustível pode atender diferentes aplicações.

É dentro dessa estratégia mais ampla que a Binatural aderiu ao Programa de Logística Verde Brasil (PLVB), iniciativa do Instituto Brasileiro de Transporte Sustentável (IBTS) voltada à troca de conhecimentos e à adoção de boas práticas na logística e no transporte de cargas. A participação permite compartilhar os aprendizados acumulados nas operações com B100 e contribuir para uma discussão que ganha espaço no país: como levar um biocombustível que já está pronto, disponível e produzido em escala para um número cada vez maior de aplicações.

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