Testes reforçam maturidade técnica para avanço do biodiesel, afirma CEO da Binatural

15 de July de 2026

Testes reforçam maturidade técnica para avanço do biodiesel, afirma CEO da Binatural

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), nesta segunda-feira (13), reforçou a importância dos testes em andamento que avaliam a ampliação da mistura de biodiesel no diesel de B16 até B25. A agenda também contou com a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin, do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além de outras autoridades e representantes da indústria, entre eles André Lavor, CEO da Binatural.

Uma das dez maiores produtoras de biodiesel do Brasil e a única especializada exclusivamente nesse biocombustível, a empresa defende que o avanço das misturas deve permanecer baseado em evidências técnicas, previsibilidade regulatória e segurança operacional. Inclusive, o setor divulgou uma carta, solicitando a evolução da mistura direta para o B17, reforçando a importância de manter uma agenda embasada em ciência, previsibilidade e responsabilidade.

O CEO da Binatural participou da agenda para representar o segmento e fez coro ao seguinte argumento: o diferencial brasileiro é que a transição energética pode deixar de ser apenas uma agenda climática para se tornar uma política de desenvolvimento econômico, industrial e de soberania energética.

“O Brasil não está discutindo uma solução futura, mas a evolução natural de uma política pública construída ao longo de mais de duas décadas. A indústria nacional demonstra capacidade para atender ao aumento da demanda com escala e qualidade. Os testes reforçam o respaldo técnico necessário para decisões regulatórias e mostram que o país está preparado para avançar, com segurança, na política nacional de biodiesel.”

Segundo Lavor, a ampliação da mistura obrigatória representa uma oportunidade estratégica para o país, com benefícios que vão além da agenda ambiental. “Cada ponto percentual de aumento da mistura reduz em aproximadamente 800 milhões de litros por ano a necessidade de importação de diesel fóssil. Em um cenário internacional de instabilidade geopolítica, ampliar o biodiesel significa fortalecer a segurança energética brasileira utilizando uma capacidade industrial que o país já possui.”

A expansão do biodiesel ainda fortalece cadeias produtivas nacionais, amplia a agregação de valor ao agronegócio e impulsiona a agricultura familiar por meio do Selo Biocombustível Social, um dos principais instrumentos de inclusão produtiva do setor.

Os ensaios conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia avaliam o desempenho e a confiabilidade das misturas em diferentes condições de operação. Os resultados servirão de base para futuras decisões sobre a evolução do teor obrigatório de biodiesel no diesel comercializado no país.

Para o CEO da Binatural, a presença das autoridades na agenda também representa um importante sinal de confiança na capacidade da ciência brasileira e da indústria nacional. “O Brasil já demonstrou que consegue produzir biocombustíveis em escala, com qualidade e competitividade. Os testes representam mais um passo para transformar essa capacidade em uma política permanente de desenvolvimento, reduzindo importações de diesel fóssil e consolidando a liderança brasileira na transição energética.”

Atualmente o Brasil já opera com B15, com previsão de consumo de 10,5 bilhões de litros de biodiesel, até o final de 2026, e possui capacidade industrial instalada superior à demanda atual que suportaria uma mistura de B20, o que permite ampliar a mistura sem necessidade de grandes investimentos adicionais.

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